PÁSCOA JUVENIL

De 01 a 04 de abril de 2010, na comunidade Alto Bonito, zona rural de Timon, acontecerá a Páscoa Juvenil Missionária. O evento é uma promoção do Centro da Juventude para Paz em parceria com a Paróquia Menino Jesus de Praga. O mesmo tem o objetivo de colaborar na formação da consciência cristã e vocação missionária dos jovens. “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta de egoísmo que nos fecha no nosso eu”. É parar de dar a volta ao redor de nós mesmo, como se fôssemos o centro do mundo e da vida. É não se deixar bloquear pelos problemas do pequeno mundo a que pertencemos; a humanidade é maior. Dom Hélder Câmara.

FORUM PERMANENTE DA JUVENTUDE

Acontecerá no próximo sábado, dia 27/03/2010 o IV Fórum Permanente da Juventude (FPJ) de Timon, terá lugar na sede do Centro da Juventude para a Paz (CEJUPAZ). O evento é uma realização das entidades e movimentos que trabalham preferencialemente com o público juvenil, e coordenado pelo Centro da Juventude para a paz. O objetivo do Fórum Permanente da Juventude (FPJ) de Timon é favorecer um espaço suprapartidário, interreligioso, aberto e democrático para reflexão e debate sobre temas relacionados às juventudes e ser, ao mesmo tempo, um espaço para elaborar e propor políticas públicas para este segmento da sociedade timonense. Tema: Esporte, Cultura e Lazer Programação: 19h00min – Acolhida e apresentação das entidades/grupos 19h30min – Debate/reflexão sobre o tema 20h15min – Elaboração de propostas de políticas públicas de juventude 21h00min – Definir pauta, local e data para o próximo fórum 21h15min - Coquetel Contato:3212-8870 ou 8842-2351 cejupaz@gmail.com Atenciosamente, Coordenação do CEJUPAZ
CARTA ABERTA DOS MISSIONÁRIOS COMBONIANOS SOBRE ECONOMIA E VIDA Gerir o espaço em que a gente vive (oikos-nomos/normas da casa = economia) continua sendo um grande desafio para os humanos. Principalmente quando as regras que deveriam garantir participação e equânime distribuição dos bens entre os diferentes membros da casa são elaboradas e aplicadas somente por alguns. E mais: elaboradas para favorecer somente um pequeno grupo em detrimento dos demais. Paradoxalmente, este é, hoje em dia, o resultado mais ‘aprimorado e sofisticado’ da milenar luta humana para garantir acesso aos bens da vida para todos os seres humanos... O ser humano, desde que se assumiu como ‘homo sapiens’, quase que movido por uma pulsão interior, sempre tem procurado encontrar formas de ocupar e dominar territórios para controlar, gerar, trocar e distribuir bens que pudessem, de um lado, garantir sobrevivência e futuro para si e para o seu grupo, e do outro, acumular poder/prestígio sobre outros humanos competidores. Isto lhe tem custado infindáveis lutas e sangrentos conflitos entre si, gerando ao longo da história sistemas econômicos contraditórios e antagônicos. O homo sapiens de 2010 encontra-se a viver num cenário econômico caótico, fruto de suas escolhas e de suas ambições desmedidas. Fruto também de crenças produzidas por ele mesmo. Segundo estas, ele seria abençoado ao conseguir acumular sempre mais riquezas. Os bens acumulados seriam a prova da bênção divina de um fantasmagórico ídolo criado a sua própria imagem com a finalidade de justificá-lo e abençoá-lo em seus desenfreados desejos acumulativos. Hoje, esse homo sapiens é incapaz de compreender o seu status de refém das normas e regras que ele mesmo produziu para beneficiar única e exclusivamente a si próprio e a uma exígua minoria de seus pares na difícil tarefa de ‘gerir a casa/planeta’. É com o intuito de desmascarar a dependência humana de pulsões e desejos irrefreáveis de acumular, consumir e controlar bens que as igrejas do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs) promovem mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica tendo como tema: economia e vida. Em sua reflexão e denúncia as igrejas cristãs não querem simplesmente condenar aquela economia alicerçada unicamente no mercado, ou seja, o gerenciamento da casa alicerçada no comprar e vender. As igrejas do CONIC são mais ousadas. Em primeiro lugar, atacam o caráter absolutista e divino com o qual o atual modelo econômico do ‘livre mercado’ se apresenta à sociedade global. De fato, ele parece nos dizer que não há alternativas além dele. Ele se apresenta como único e verdadeiro ‘deus’ a ser venerado e adotado. Nesse sentido cada cristão deve optar: ou servir e adorar o Deus da vida e da solidariedade, ou o ídolo dinheiro que representa simbolicamente a sede de acumulação e de lucro. Em segundo lugar, as igrejas despem da roupagem de falsa naturalidade a ‘economia comercial e financeira neoliberal’, mostrando que a compulsão doentia embutida nos comportamentos de só acumular, especular, vender, comprar e lucrar não é inata como os seus sacerdotes querem nos fazer crer. Frequentemente o neoconsumismo se apresenta como se fosse uma etapa natural, a mais perfeita e acabada da longa evolução humana. Em terceiro lugar, sem se adentrar em detalhes técnicos, mas a partir de valores antropológicos, éticos e teológicos consolidados, as igrejas do CONIC afirmam que chegou a hora de propor ‘novas regras e modelos’, a serem plasmados por outros sujeitos sociais, para assumirmos um novo jeito de gerir a casa universal em que todos tenham vida plena. Em outras palavras, se diz que os sujeitos sociais que sempre foram excluídos da elaboração das regras da casa e dos bens socialmente produzidos têm o direito/dever de participar e mudar o lado da mesa. Nessa nova dimensão, a palavra chave torna-se a solidariedade, e não mais a acumulação egoísta e a ânsia consumista. Os Missionários Combonianos do Brasil Nordeste não poderiam deixar de fazer eco a quanto as igrejas cristãs denunciam e anunciam para uma ‘casa/oikos’ mais acolhedora, equânime e solidária. Entendemos que, historicamente, a prática pastoral eclesial, se de um lado sempre tem cultivado uma profunda sensibilidade cristológica para com as vítimas da pobreza, da exploração e da escravidão social e econômica, por outro lado, tem subestimado a importância do conhecimento técnico/acadêmico das relações e dos modelos econômicos que vigoram na sociedade. Esse fato, não raras vezes, redundou na ausência de críticas contundentes e competentes aos modelos econômicos que vêm desumanizando milhões de seres humanos. Acreditamos que tenha chegado a hora de iniciar um grande movimento social e eclesial que tenha como eixos norteadores: 1. Um amplo e permanente estudo e aprofundamento das modificações e adaptações dos atuais modelos econômicos, principalmente, o neoliberal, visando penetrar sempre mais na sua lógica, na sua ‘mística’ e nas suas articulações sociais e políticas com grupos, instituições e governos que o promovem e sustentam. Os ‘gurus’ intelectuais e financeiros de tais modelos econômicos remodelam permanentemente suas justificativas e teorias, aprimorando de forma sempre mais sofisticada os mecanismos que impõem, renovam e perpetuam desigualdades, consumismo degradante, destruição ambiental, indigência e miséria. Como missionários inseridos na oikos não podemos ficar alheios ao estudo das práticas e linguagens complexas que são utilizadas, evitando, assim, permanecer somente em meros apelos moralistas ou em críticas genéricas a um modelo econômico degradante. 2. Dar visibilidade, reproduzir e aplicar de forma contextualizada aquelas experiências bem sucedidas de ‘economia solidária’. Entendemos que apelar genericamente à ‘economia solidária’ sem enfatizar e provar historicamente a sua viabilidade não somente desde um ponto de vista econômico - com agregação de maior equidade, racionalidade e humanidade nas relações de produção, - não vai produzir impactos positivos na sociedade global. Acreditamos que essas formas de economia solidária existentes hoje em vários lugares do planeta, embora surjam no berço de um modelo iníquo - e talvez por ele contaminadas,- podem começar a se impor se como sociedade e igreja formos intransigentes com aqueles direitos econômicos que já foram politicamente consagrados, e lutarmos decididamente por outros novos. Acreditamos, enfim, que o planeta do homo sapiens e de mais de 10 milhões de seres vivos está numa grande encruzilhada devido às extensas e planetárias contradições criadas pelo atual modelo econômico hegemônico. Por isso, estamos num momento favorável. Chegou a hora de sermos mais ousados, arriscando, exigindo e pressionando para uma economia com plena equidade eco-social. Combonianos Nordeste - Março de 2010 Acesse: www.ecooos.org

Seminário da Pastoral Carcerária - Timon

video O seminário da Pastoral Carcerário não foi apenas o bom evento do ponto de visto logistisco, e de assessoria, mais também no que se refere a um impacto na sociedade. Já se percebe em pouco tempo uma boa vissibilisdade do evento em algumas pequenas ações como uma maior flexibilidade, mesmo que aparentemente de algumas autoridades com relação a a situação dos presos, uma solicitação de aumento de presos para prestar serviço por parte da associação Daniel comboni, pessoas se colocando a disposição da pastoral carcerária, dentre outras. Esperamos que estas e outras iniciativas sejam realmente um sinal de verdadeira sensibilidade e compromisso para com a causa.

SER MULHER

Ser Mulher Não é fácil falar sobre o ser que é a mulher. Mais difícil ainda é falar sobre o que significa ser mulher no contexto de uma sociedade machista, consumista, seletiva e preconceituosa. É comum as mulheres receberem no Dia Internacional da Mulher homenagens, felicitações e flores em casa, nas igrejas, no ambiente de trabalho, na escola, etc. Também nessa data são feitas sérias reflexões, manifestações e denúncias contra abusos e desigualdades de gênero. Mas, e depois? Como celebrar e assumir, não somente o Dia Internacional da Mulher, mas o dia a dia da mulher, do homem, da criança, do adolescente, da juventude, do idoso, da pessoa com deficiência, do negro, do indígena...? Falar do SER MULHER é falar do SER HOMEM, do SER GENTE, do SER PESSOA, do SER HUMANO. Falar do ser mulher é falar do passado, do presente e do futuro. É falar dos seus direitos e da sua dignidade. Ser mulher é ser história, é fazer história. Já perceberam que poucas são as mulheres que aparecem na História? E já reparam também que na maioria das propagandas que vemos na TV, outdoors, internet ou revistas as mulheres são sempre destaques, sobretudo, pelo estereótipo de beleza distorcida que apresentam e não pela sua dignidade? Mas o que verdadeiramente as mulheres pensam sobre o que é SER MULHER? E, mais: o que nossa juventude feminina diz sobre o ser mulher e jovem na sociedade hoje? Quais são os ecos silenciados que vêm do coração da mulher? Vamos conferir? “Para mim, ser mulher é ter autonomia, ser independente, ter consciência do papel no mundo, prestar atenção aos problemas do mundo e com sua sensibilidade e determinação, tentar resolvê-los. É também ter determinação e paciência para tentar entender algumas situações que nos acontecem”. (Francisca Marques, 25 anos) “Mulher, misto de sensualidade, beleza e PURA EMOÇÃO. Emoção que se expressa através da fragilidade do ser e que muitas vezes se resume em doces e suaves lágrimas. Lágrimas que se revelam não como sinônimo de fraqueza, mas como a chuva que lava e purifica a alma, tornando-as o “sexo forte”, a personalidade decidida e marcante formadora da sociedade. Marcante quando assume a multifuncionalidade de ser mãe, esposa, amiga e dona de casa, assumindo, portanto, o papel de formadora e educadora de indivíduos. Única quando recebe de Deus o dom de gerar e carregar em seu ventre a vida. Linda, quando mesmo depois de um dia inteiro de trabalho, estudo e diversas outras atividades, está impecável para ficar ao lado do grande amor de sua vida. Harmoniosa quando mediadora de situações embaraçosas e autora de soluções espetaculares. Especial quando consegue ver em um pequeno gesto grandes sentimentos. Enfim... Rio que percorre diversos caminhos ao longo de períodos históricos e sociais carregados de preconceito, mas que hoje consegue, gradativamente, desaguar no mar como água cristalina, que reluz em força, alegria, criticidade e beleza”. (Jéssica Pacheco, 19 anos) “Ser mulher é ter inspiração para recriar-se a cada dia. Jamais tenha medo de afirmar que mulher não é rotina, muito menos passa tempo. Mulher é companheirismo, dedicação, esperança e acima de tudo, vida. Mulher, tu és o mais belo pensamento de Deus, teu coração é repleto de sabedoria, de teu íntimo brota a força amorosa que nutre, regenera e ressuscita”. (Antonia Denilda, 19 anos) “Mulher compreende o sentido da vida por receber a graça de gerar a vida e poder amamentar. Aprende ser mãe não só dos filhos, mas também do marido. Luta pelo que acredita sem tentar provar nada a ninguém com a coragem de escolher seu próprio destino. Confia no poder de sedução e sabe que nada tem início e nem fim”. (Érica Taís, 20 anos) “Ser mulher é ir à luta, denunciando o poder que oprime, fazendo valer seus direitos que durante muito tempo foram negados. Mulher, sinônimo de responsabilidade, de sabedoria e humildade. Mulher, obra perfeita da Criação Divina. Mulher, ser que ri e chora, ensina e aprende, ama e quer ser amada, assiste e luta pela igualdade. Enfim, ser mulher é constituir o direito da igualdade entre homem e mulher”. (Márcia Denise, 21 anos) “Ser mulher é superar obstáculos como o preconceito de “sexo frágil” e viver sempre transmitindo alegria e companheirismo”. (Fabiana Veloso, 28 anos) A esperança renasce em nosso meio, quando vemos jovens com pensamentos e atitudes maduros, confirmando, assim, que somos mulheres conscientes do nosso SER MULHER. Somos mulheres e assumimos o compromisso de transformar essa realidade de exclusão e negação de direitos em que vivemos, transmitindo às nossas famílias, amigos, colegas de trabalho e de estudo, aos homens e às mulheres, sobretudo, através do nosso testemunho, valores que resgatem a dignidade do SER MULHER, do SER HOMEM, do SER HUMANO. As iniciativas em prol da valorização da mulher precisam ser conhecidas, partilhadas e vivenciadas. Não apenas na comemoração do dia 08 de março, mas na escuta dos clamores incessantes que brotam do cotidiano das mulheres sofridas e marginalizadas e na luta por direitos iguais. Cejupaz – Equipe de Timon